A opinião de uma intelectual lésbica a respeito da ideologia de gênero

Camille Paglia é Ph.D em língua inglesa pela Universidade de Yale, ateísta e lésbica, crítica da terceira onda do movimento feminista — o que ela chama de feminismo “puritano e stalinista”. Vejam o que ela disse recentemente no Roda Viva a respeito da ideologia de gênero:

PARTE DA ENTREVISTA:

ENTREVISTA TRANSCRITA:
RODA VIVA – Como você enxerga essa cultura transgênero (teoria de gênero) que modifica um pouco essa quadro estável “homem” e “mulher”?

CAMILLE PAGLIA – Muitas vezes disseram que sou identificada como transgênero, não há dúvida que desde o começo, quando os papeis sexuais eram polarizados, uma garota, era uma garota e um garoto,era um garoto, eu não me identifiquei com o meu gênero, eu definitivamente tive uma grande disfunção de gênero e me vestia com roupas masculinas o máximo que podia.

Mas ainda acredito que existam fundalmentalmente dois sexos que são determinados biologicamente e há uma área cinzenta no meio (…) Mas é um numero muito pequeno de casos, um numero diminuto, está bem? Acho que a propaganda dos transgêneros faz alegações muitos INFLADAS sobre a multiplicidade de gêneros e a cirurgia de redesignação sexual, mesmo hoje com todos os seus avanços, não podem mudar o sexo de ninguém.

Você pode se identificar como um homem trans ou como uma mulher trans, ou como uma das novas definições, mas por fim, toda célula do corpo humano, o DNA dessa célula segue codificado para o seu nascimento biológico.

Então, muitas mentiras são propagadas atualmente que acho não é do melhor interesse de ninguém. O que me preocupa é a popularidade e a disponibilidade da cirurgia de redesignação sexual. Alguém está sentindo que não pertence ao gênero biológico, as pessoas estão sendo encorajadas a intervir no processo.

Pais estão sendo encorajados a submeter a criança a procedimentos que acredito ser uma forma de ABUSO INFANTIL. Hormônios para desacelerar a puberdade, manipulações cirúrgicas etc. Acho isso errado, acho que as pessoas devem esperar até terem idade para dar consentimento. Pais não deveriam fazer isso com seus filhos. E acho que até na adolescência é cedo demais para esse salto. As pessoas mudam, as pessoas crescem e se adaptam.

Cada vez mais o “masculino” é visto como algo retrógrado, algo paleolítico, algo que pertence ao passado. Então, eu acredito que o gênero é fluido em um sentido. Tirando isso, existem certos fatos FUNDAMENTAIS que a atual teoria de gêneros se recusa a reconhecer, que a maioria dos homens tem de a 10 vezes mais o nível de testosterona, o hormônio masculino, que qualquer mulher, existem DIFERENÇAS PROFUNDAS no cérebro que surgem de banhar os tecidos nesse hormônio masculino. Não vejo a testosterona como o inimigo da humanidade como tantas feministas veem. Acho que essa energia ativa e agressiva dos homens criou civilizações. A mulher moderna se beneficiou tremendamente desses grandes sistemas que o homem criou e nesses sistemas protetores estamos tomando o poder, temos uma voz, temos proeminência etc. Me parece muito ingrato a mulher moderna negar todo trabalho e o trabalho que o homem continua a fazer, o homem segue fazendo o trabalho sujo e sem glamour com as mãos.

Sair após uma tempestade com cabos elétricos caídos, desafiando a morte, eles saem no meio da noite. Não vejo mulheres clamando para sair no meio da noite para consertar a rede elétrica ou para consertar esgotos. Sim, existem definições distintas entre homem e mulher e em culturas mais sofisticadas os sexos se unem, mas então há um grande COLAPSO e recomeçamos a história humana.

ENTREVISTA COMPLETA

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